Trabalhar no duro ≠ Trabalhar muito

dilbert_august_3_2015

Esta semana li uma thread online onde se perguntava quais eram as profissões dos users e se estavam contentes com a remuneração. O objectivo era conhecer diferentes opções de carreira atractivas em Portugal.

Uma das coisas boas que reparei neste thread foi o facto de haver bastantes follow-up questions, perguntas específicas sobre que tipo de tarefas envolvia o dia-a-dia de certos cargos. Acho que este tipo de discussões é extremamente útil e devia ser promovido o mais cedo possível nas nossas escolas públicas, porque a verdade é que a maioria dos alunos no secundário escolhe um curso superior um pouco às escuras.

Outra coisa que me chamou a atenção foi um comentário que ouço frequentemente, do género: “Este pessoal realmente deve ser muita bom, passam a vida na net e conseguem tirar em 2-3 meses o que uma família tira num ano.”

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Mudar de emprego sem sair do emprego

dilbert

O feedback que recebi do meu post anterior foi surpreendente. Nunca pensei que numa amostra tão pequena quanto as pessoas que lêem o Licenciado. E Agora? existisse tanta gente a identificar-se com a situação que descrevi.

Uns já abraçaram a experiência libertadora de dar o salto. Outros reconheceram estar estagnados e estão a ganhar coragem para o fazer.

Isto fez-me pensar sobre duas coisas.

A primeira é a produtividade desperdiçada. Muitas das pessoas que se manifestaram são excelentes profissionais mas que, por estarem desmotivados, estão a produzir abaixo do seu potencial e capacidades. Tínhamos todos a ganhar se gestores, do topo à primeira linha, finalmente passassem a tratar os colaboradores como pessoas e não como recursos.

Se mais managers se apercebessem desta realidade de produtividade desperdiçada, havia mais empresas como a Zappos que tem como política pagar aos colaboradores para saírem da empresa. Se, depois de passar pelo processo de formação, um colaborador aceita 5 mil euros para sair da empresa, então também não tinha a motivação e empenho necessários para ser um profissional fora de série (naquela empresa). Os 5 mil euros de incentivo à saída não são um custo mas um investimento em produtividade.

A segunda coisa é que a probabilidade de estares na situação que descrevi – estagnado num ponto sem retorno – é muito pequena.
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