“Não entrei na Universidade. E agora?”

Há dias recebi uma mensagem que me fez recuperar esta rubrica “O Leitor Pergunta”. Um candidato ao ensino superior não foi aceite na universidade que tinha escolhido e estava perdido quanto ao que fazer a seguir.

O tom da mensagem era de grande desânimo, como é natural numa situação destas. Consigo imaginar a decepção e o sentimento de ficar sem chão quando os nossos planos saem furados, ainda para mais planos que têm repercursões no nosso futuro profissional. Para um aluno saído do 12º ano, não ingressar no ensino superior parece o fim do mundo.

Fiquei triste com a notícia mas ao mesmo tempo não consegui deixar esboçar um sorriso, ao imaginar o que eu teria feito se tivesse tido um ano para mim própria com a fome de aprendizagem que tinha aos 18 anos. Lembrei-me deste miúdo de 13 anos que desistiu da escola tradicional e do Tim Ferriss que queria fazer um MBA em Stanford mas depois viu o custo astronómico e decidiu criar ele próprio o seu “mba” com resultados muito melhores.

Não consegui conter um entusiasmo enorme por esta pessoa. Se ele conseguisse ver aquela situação com os meus olhos, com os olhos de uma pessoa que realmente entrou no curso que ele queria com 18 anos e que hoje, com mais 10 anos que ele, já leva uma década de experiência na área, ia sentir o mesmo entusiasmo. 

Entusiasmo, porque este ano que tem pela frente tem o potencial de ser um ano brutal. Uma oportunidade em vez de uma dificuldade.

Partilho aqui o que lhe escrevi. Aquilo que eu faria se me visse na situação dos milhares de candidatos que todos os anos “falham” o ingresso no ensino superior ou no seu curso de eleição.

Neste caso, o curso era marketing (com um interesse particular no digital), pelo que os meus conselhos são direccionados para essa área. Mas o que se retira aplica-se noutras esferas. Continua a ler

Cursos (quase) grátis

calvin.jpgPorque a ideia central do Licenciado. E Agora? é que o fim da licenciatura é apenas o início da verdadeira aprendizagem, resolvi quebrar este silêncio de 9 meses para recomendar alguns cursos online.

Nos dias que antecedem a black friday (dia 25/11), o Udemy está a oferecer descontos em vários cursos. O catálogo é extenso, pelo que haverá certamente algo mais direccionado para a tua área profissional, mas quero chamar a atenção para alguns que se enquadram nos temas abordados aqui no blog: desenvolvimento de carreira.

Este curso fala brevemente sobre como o mercado de trabalho mudou no século XXI, como fazer um LinkedIn e CV eficazes (incluindo para passar pelos ATS’s),  preparação para entrevistas de emprego e negociação salarial. Tudo temas habituais aqui no blog mas com a vantagem de teres o fundador do Eazl como formador.

Se os artigos (link 1, link 2) que escrevi acerca de marketing pessoal te deixaram a pensar, então este curso é para ti. Tem o bónus de ser dado pelo one and only Gary Vee, uma personalidade incontornável no ecosistema das startups em Nova Iorque.

Um pouco mais dispendioso mas é um investimento bom para quem se encontra num impasse e precisa de descobrir um novo rumo profissional. Coloca questões para reflexão mas tem uma abordagem muito prática, que o autor, Tim Clark, expõe num livro que já aqui recomendei: Business Model You.

Se ambicionas trabalhar para ti próprio, este curso que vai-te colocar no mindset certo para vingares como freelancer. Recomendo absolutamente.

Have fun!

O Leitor Pergunta #2: Não trabalho na área. E agora?

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Infelizmente há áreas profissionais saturadas, cujo mercado não tem capacidade para absorver todos os licenciados. Onde a procura de emprego é muito maior que a oferta.

Se, por um lado, não compreendo como os cursos de acesso a essas profissões estão sempre cheios (calculo que não se conheça alternativas), por outro admiro bastante uma pessoa que, por ser a sua paixão e vocação, segue a via do jornalismo, por exemplo.

Esta semana “conheci” a Liliana, que tem uma história bastante comum e que aqui partilho, com a devida autorização. A Liliana é licenciada em Jornalismo e fez um estágio curricular no Jornal de Notícias, onde confirmou que esta era mesmo a sua paixão. O feedback extremamente positivo confirmou o talento. Mas numa altura em que o Grupo tinha acabado de despedir 120 jornalistas, era impossível ficar.

Não conseguindo emprego a fazer o que gosta, a Liliana não ficou a viver à custa dos pais: arregaçou as mangas e tem trabalhado noutras coisas. O problema é que isso diminui ainda mais a sua empregabilidade pois está há alguns anos afastada do mundo da comunicação.

Escreveu-me para melhorar o CV, pois precisa de um trabalho que a estimule a nível intelectual.

A pergunta a ser respondida é: “Não encontrei trabalho na minha área e já lá vão alguns anos. O que posso fazer agora?”

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