Quando não ter experiência é um entrave

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Gosto sempre imenso de falar com profissionais de recursos humanos. Seja pelas histórias de horrores que me contam de processos de recrutamento, seja pelas histórias de pessoas que se destacam.

E ontem ouvi uma história daquelas boas que vale a pena partilhar. Aparentemente, ao entrevistar uma candidata promissora, a minha colega colocou uma questão para se certificar que a pessoa ia assumir um compromisso e que valia o investimento por parte da empresa. A pergunta era o que a candidata pretendia fazer com a sua própria empresa quando começasse a trabalhar a full time. Ou seja, como iria conseguir gerir os dois projectos e o que garantia que não ia largar o cargo em prol da empresa própria.

A resposta é das melhores que já ouvi – não só pela resposta em si mas pela postura.

A pessoa disse que seria injusto não ser considerada para o cargo por causa da empresa que tinha criado precisamente porque ninguém lhe dava emprego sem ter experiência na área.

Um exemplo de alguém que não conseguia emprego e não ficou sentada à espera que lhe dessem uma oportunidade de ganhar experiência. Pôs mãos à obra e hoje tem anos experiência, ganhos por ela mesma.

Escusado dizer que foi seleccionada.

O Leitor Pergunta #1: Não fui seleccionado. E agora?

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De há uns meses para cá tenho recebido uma quantidade incrível de emails com feedback sobre o que escrevo por aqui e nunca poderia ter imaginado que um blogzeco tivesse um impacto tão grande e real na vida de leitores que desconheço mas por quem passei a nutrir grande carinho.

Desde pessoas que agradecem pelas dicas práticas, outras que ficaram com motivação para escreverem blogs ou criarem sites pessoais, pais que me dizem “tenho que mostrar isto aos meus filhos!” e até outros portugueses espalhados pelos quatro cantos deste mundo que partilham um pouco das suas lutas diárias, longe da família.

Sinto-me muito abençoada e agradecida por toda a atenção. Não me considero inspiração para ninguém mas vou continuar a dar um bocadinho de mim aqui neste espaço.

Visto que muitos dos emails vêm carregados de perguntas e tenho reparado que muitas se repetem, achei por bem inaugurar uma rubrica semanal onde respondo a pelo menos uma pergunta.

Podem colocar as vossas questões por email, preencher este formulário, deixar nos comentários ou até na página de facebook do “Licenciado. E Agora?” e todas as quintas-feiras irei seleccionar uma questão para responder.

Quero deixar claro que eu não possuo as respostas às questões filosóficas da vida, nem a questões nenhumas. Não são respostas científicas nem certas ou erradas. São apenas a minha opinião sincera. Como costumo dizer, vale o que vale.

Mas passemos ao que interessa, a pergunta desta semana:

O que fazer quando vou a uma entrevista e não sou seleccionado?”

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Entrevistas: Quando a resposta honesta é prejudicial

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Estás à procura de emprego, respondes a anúncios, envias CVs e, quando parece que nada acontece, finalmente o telefone toca e convidam-te para uma entrevista.

“Pára tudo! Tenho que agarrar esta oportunidade!”

Apresentas-te com a tua melhor indumentária, vais devidamente preparado com toda a pesquisa que fizeste no dia anterior sobre a empresa e levas 3 ou 4 histórias pensadas para ilustrar como a tua experiência se adequa na perfeição ao problema que a empresa quer resolver com esta nova contratação.

A entrevista vai no bom caminho, conseguiste estabelecer empatia com a pessoa do lado de lá da mesa e de repente fazem-te aquela pergunta difícil cuja resposta honesta pode deitar tudo por água abaixo… Continue with reading

Como ser Imbatível na Entrevista de Emprego

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Agora que leste os meus últimos posts e te livraste do CV modelo europeu, provavelmente está na hora de pensar em entrevistas de emprego. Há muito para escrever sobre este tema mas quero introduzi-lo com 4 conselhos a aplicar em entrevista.

A notícia da compra do Whatsapp pelo Facebook gerou uma série de artigos sobre missed hires, ou seja, processos de contratação que falharam em identificar o melhor candidato. Mas o facto do melhor candidato nem sempre ser o escolhido é na realidade uma boa notícia para muita gente. Significa que podes fazer algo sobre isso. Vai haver sempre alguém melhor que tu, mas se estiveres bem preparado, as tuas hipóteses aumentam consideravelmente.

#1. A chave está na preparação.

Há tempos precisei de contratar um assistente de marketing e no final de uma das dinâmicas de grupo, uma candidata resolve aproveitar a oportunidade de fazer perguntas para dizer uma das coisas mais estúpidas que já ouvi até hoje em entrevista: “então mas vocês são uma empresa de quê?” LOL.

Eu, que por norma apenas observava enquanto a minha colega do recrutamento conduzia a sessão, não contive a resposta seca: “já devias saber isso”. E depois fui brindada com uma série de desculpas do género “não tive tempo” (mas com detalhes da vida pessoal), à qual respondi “5 segundos no Google resolviam esse problema”. Continue with reading

“Ya, ya… Mas quem é ela para falar?”

É uma pergunta legítima.

Bom, para começar, eu tenho a vossa idade. Mais coisa, menos coisa!

O problema da maioria dos livros e artigos sobre este tema é que são escritos por especialistas com idade para serem nossos pais. Estes gurus dos Recursos Humanos entraram no mercado de trabalho quando nós ainda nem sequer tínhamos nascido e não fazem puto o que é ser recém-licenciado à procura do primeiro emprego no século XXI.

Já eu, não me julgo grande entendida em coisa nenhuma mas aos 23 anos era directora de marketing e aos 25 estava a reportar ao CEO de uma multinacional líder de mercado. Resumido assim soa a uma carreira de sucesso, certo? E se vos disser que numa carreira de 6 anos, já estive 4 vezes à procura de emprego? Ouch!

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