Quando não ter experiência é um entrave

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Gosto sempre imenso de falar com profissionais de recursos humanos. Seja pelas histórias de horrores que me contam de processos de recrutamento, seja pelas histórias de pessoas que se destacam.

E ontem ouvi uma história daquelas boas que vale a pena partilhar. Aparentemente, ao entrevistar uma candidata promissora, a minha colega colocou uma questão para se certificar que a pessoa ia assumir um compromisso e que valia o investimento por parte da empresa. A pergunta era o que a candidata pretendia fazer com a sua própria empresa quando começasse a trabalhar a full time. Ou seja, como iria conseguir gerir os dois projectos e o que garantia que não ia largar o cargo em prol da empresa própria.

A resposta é das melhores que já ouvi – não só pela resposta em si mas pela postura.

A pessoa disse que seria injusto não ser considerada para o cargo por causa da empresa que tinha criado precisamente porque ninguém lhe dava emprego sem ter experiência na área.

Um exemplo de alguém que não conseguia emprego e não ficou sentada à espera que lhe dessem uma oportunidade de ganhar experiência. Pôs mãos à obra e hoje tem anos experiência, ganhos por ela mesma.

Escusado dizer que foi seleccionada.

Empreendedorismo a preto e branco

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[AVISO] Conteúdo de tom ligeiramente sarcástico.

Há meses que deixei de fazer cursos online por falta de tempo mas quando pessoal do Y Combinator (possivelmente o melhor acelerador de startups do mundo) disponibiliza online as várias aulas sobre startups que estão a dar em Stanford, eu arranjo tempo.

Para quem possa estar igualmente interessado, ainda está a decorrer e podem assistir a “How to Start a Startup” aqui. São 20 aulas dadas por alguns dos melhores empreendedores, business angels e VCs do mundo.

No outro dia, por curiosidade, fui ver a lista de universidades que estão a passar os vídeos e a acompanhar o programa com os seus alunos e entre 500 instituições do mundo inteiro, só há uma portuguesa (o Técnico). Uma!

Não há dúvida que o ensino superior em Portugal precisa de uma revolução e infelizmente temos problemas estruturais que só serão resolvidos com novas políticas de ensino. Mas até lá cabe aos professores fazerem o que podem para se manterem actualizados e trazerem desafios interessantes para a sala de aula que realmente sejam relevantes no século XXI.

Com tantas universidades a darem cadeiras de empreendedorismo, não há professores que tomem iniciativa de dar destaque a isto?! É tão simples quanto projectar um vídeo.

Por curiosidade fui ver os planos curriculares em várias universidades e o que encontrei dá-me vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
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Screw it. Just do it.

entrepreneurship

Até aqui tenho escrito sobretudo sobre como conseguir emprego ou gestão de carreira e sinto que está na hora de mudar o focus para uma forma de carreira cada vez mais importante: criar o teu próprio emprego.

Este é o primeiro texto de uma série de reflexões sobre freelancing e empreendedorismo.

Já alguma vez pensaste “tudo o que fiz, tudo o que passei até aqui trouxe-me a este momento”?

Hoje, estou nesse momento.
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Marketing Pessoal: a criar emprego desde 1997

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Quando o conceito de personal branding foi introduzido por Tom Peters no final dos anos 90, ter uma marca pessoal era algo reservado a executivos de topo que queriam maximizar o seu retorno financeiro ao longo da carreira.

Hoje, este conceito tem quase 20 anos e tornou-se absolutamente necessário para para qualquer profissional, mas são poucos os que páram para repensar a sua carreira em termos de marketing pessoal.

“Victorious warriors win first and then go to war, while defeated warriors go to war first and then seek to win.” – Sun Tzu

Se estamos à procura de emprego é a primeira coisa que devemos fazer pois vai influenciar tudo. Desde a nossa estratégia de job hunting ao nosso discurso em entrevista, passando pela elaboração do CV. Tudo passa a estar coerente com o nosso posicionamento.

Quando comecei este blog, dois dos primeiros posts que escrevi foram precisamente sobre a importância do marketing pessoal e o processo que me levou à criação da minha marca, tema a que dediquei um capítulo inteiro do meu livro “Licenciado. E Agora?”.

Expliquei o “porquê” quando realcei a necessidade de nos diferenciarmos no mercado de trabalho, e o o “como” quando referi o processo. Mas apercebo-me agora que nunca expliquei o “para quê.”

Felizmente, esta semana tenho a história perfeita para ilustrar o “para quê” pois acabei de assinar um contrato de trabalho para os próximos três meses.

“Então esta história do marketing pessoal é para conseguir um emprego?” – Perguntam-me vocês. Continue with reading

5 Passos que vão aumentar a tua empregabilidade

collegeNo post anterior chamei a atenção para o facto de haver um distanciamento entre o ensino superior e o mercado de trabalho, e como é que isso se manifesta na prática. Neste artigo vou apresentar algumas formas de compensar essa lacuna.

Apostar nisto é um investimento. Requer um bocado de tempo e de iniciativa. Mas serás melhor profissional por isso e o teu nível de empregabilidade no final do curso é maior. Mesmo comparando com aquele gajo que nunca tirou a cara dos livros e acabou com média de 18. (Isto não é uma opinião, é um facto).

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O que há de errado no Ensino Superior?

“Ensino Superior: jovens desconfiam e empresas não acreditam” – Jornal Público

Este não é mais um texto sobre a Reforma do Ensino Superior ou as propostas do Governo. Embora haja vários problemas estruturais no ensino em Portugal, quero aqui apontar apelas um problema que é o que mais afecta quem está a entrar no mercado de trabalho.

E o problema é: na Universidade ensinam-nos tudo, menos como conseguir o emprego. (Ou criá-lo).

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