2015. O ano em que te vais despedir?

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Ouvi alguém comentar que ninguém se deve despedir de um emprego sem já ter outro garantido. Parece um conselho lógico e sensato, mas não concordo.

Às vezes chega uma altura em que já cresceste acima do teu emprego.
Quando paraste de aprender e já não estás a desenvolver competências novas, quando já não existe nenhum desafio ou algo que te motive, quando a empresa faz um trabalho medíocre e abaixo do teu potencial, quando não há nenhuma possibilidade de evolução dentro da empresa…

Cada dia estagnado nesta empresa é mais um dia em que o teu valor no mercado de trabalho diminui.
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Procurar Emprego no Dubai – Parte 2

Nesta segunda parte vais encontrar conselhos e links úteis para procurar emprego, incluindo aquelas coisas que nunca te dizem e que certamente não verás em sites “oficiais”.

Convém reforçar que este post, assim como todo o blog no geral, é mais virado para o mercado empresarial e não para profissões técnicas ou altamente especializadas…

Job Hunting no Dubai pode ser um processo longo e bastante frustrante.

Não é de todo incomum que mesmo estando cá se demore mais de 6 meses a encontrar trabalho. O recrutamento é muito lento, especialmente se for para recrutar alguém do exterior. E mesmo depois de selecionado o candidato, há imensas burocracias por cumprir antes de teres um visto de trabalho no passaporte.

Quanto mais consciente estiveres das especificidades deste mercado, maiores são as tuas hipóteses de sucesso e não desanimas tão facilmente quando parece que nada acontece.

Aqui ficam os passos que considero essenciais.
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Como Optimizar o Perfil de LinkedIn em 5 Passos

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Hoje faz um ano que cheguei ao Dubai, fruto de uma oportunidade de trabalho que surgiu via LinkedIn. Depois de meses a chatear-vos para lhe darem a devida importância, hoje é o dia que publico o post que tenho vindo a prometer.

Há muito a explorar nesta rede social profissional mas, para já, vou escrever uma espécie de guia para quem vai criar um perfil de raiz e para quem tem um perfil incompleto ou sub-aproveitado (e com isto acabo de englobar provavelmente 80% da população).

Pior do que não estar no LinkedIn, é ter um perfil incompleto. Mais vale ninguém te encontrar online do que encontrar e ficar com má impressão. Especialmente se estás activamente à procura de emprego porque hoje em dia se o teu CV estiver a ser considerado, podes crer que vão pesquisar por ti no LinkedIn.

Esta dica não faz parte dos 6 passos porque é tão básica que dói. Mas dada a quantidade de pessoas que não cumpre, aqui fica: MANTÉM O TEU PERFIL A-C-T-U-A-L-I-Z-A-D-O.
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Como ser bem sucedido a fazer o que gostas

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Duvido que alguém tenha paciência para ler isto no dia a seguir à derrota da selecção, mas pronto, the show must go on.

E se vos servir de consolo, ao menos não viram o jogo num “estádio” cheio de alemães.

Nos 6 meses de vida do Licenciado e Agora, o post que atraiu mais leitores para o blog foi o 5 Erros Comuns a Evitar no CV. Eu continuo a achar que é pela foto do bebé (tenho que experimentar com gatinhos), mas a verdade é que tem mais do dobro das views que o segundo post mais lido.

O tema de como elaborar um currículo é incontornável quando se escreve sobre o carreira – todos nós passamos por isso – e ainda mais quando se escreve para pessoas entre os 18 e os 30 anos.

Fico contente que haja interesse nesta área especialmente porque é determinante na procura de emprego. No entanto, o que é ainda mais determinante e me deixaria muito mais feliz, seria ver a minha geração a adoptar uma abordagem completamente diferente ao mundo trabalho em si.

Ver a minha geração despertar para o facto de que a estabilidade como objectivo e métrica de sucesso na carreira é uma ilusão que nos venderam.
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O Leitor Pergunta #5: Fazes cartas de apresentação?

Como alguns de vocês sabem, tenho ajudado algumas pessoas a refazer o CV.

O processo é simples: (1) analiso o CV actual e identifico pontos de melhoria (2) envio um questionário com perguntas de diagnóstico para perceber qual o objectivo e obter mais informação (3) refaço o CV com a informação que tenho.

A terceira parte é a mais complexa, é como montar um puzzle. Da informação toda que solicito apenas coloco efectivamente 1/5 no CV mas no fundo uso-a toda. É importante para perceber quais são as mais valias do cliente, como traçar o seu perfil, o que pode ser optimizado tendo em conta o objectivo…

Num mundo ideal, cada um faria este processo para si mesmo porque ninguém nos conhece melhor que nós próprios, mas a verdade é que por norma as pessoas não têm a experiência e o distanciamento necessário para o fazer. É aqui que entra o meu papel, visto que tenho já um olho treinado para a coisa (e jeito para montar puzzles!): 80% do trabalho é colocar as questões certas. E tudo é feito em conjunto com o cliente, sem modelos pré-formatados nem fórmulas “one-fits-all”.

Muitos me têm perguntado: Podes-me escrever também uma carta de apresentação? Continua a ler

O Leitor Pergunta #4: Devo colocar hobbies no CV?

Esta semana perguntaram-me: é aconselhado incluir os hobbies no CV?

Visto esta ser uma questão que divide até os profissionais de recrutamento resolvi deixar ao vosso critério mas parece que as opiniões aqui também se dividem. Entre cerca de 50 votos, os resultados foram os seguintes: 43% SIM, 37% NÃO, 20% NÃO SEI.

Como aqui comentaram e o RealPunch disse (e muito bem), a resposta só pode ser uma: depende.

E depende de muita coisa. Do hobbie em si, do teu grau de envolvimento no mesmo, dos skills que desenvolveste, da relevância para a função em si e do teu nível de experiência. De seguida vou desenvolver cada um destes tópicos para nos ajudar a perceber quando e como dar relevância aos hobbies. Continue with reading

Hobbies: Irrelevantes ou Úteis?

Às quintas-feiras escrevo uma rubrica chamada O Leitor Pergunta onde, como o nome indica, respondo a uma questão das que me têm colocado por email ou no Facebook.

Ontem perguntaram-me se devemos incluir os nossos hobbies no CV e como esta é uma questão em que nem os especialistas de recrutamento estão de acordo, gostava de saber a vossa opinião.

Basta clickarem Sim ou Não. Se estiverem na dúvida, escolham a opção Não Sei e deixem o motivo num comentário.

Obrigada!

Ter um bom CV não chega

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Quando escrevi um post onde revelei que fazia currículos profissionais aqui no Dubai (5 Erros Comuns a Evitar no CV), a minha inbox foi inundada com pedidos de revisão de CVs vindos de Portugal.

Decidi abraçar o desafio oficialmente e encorajar que o fizessem. Desde aí não tenho mãos a medir, o que revela que há alguma consciencialização para a importância do currículo e para o desajuste do modelo europeu. Isto é óptimo, no entanto, tenho reparado também que é necessário desfazer algumas falsas expectativas.

Ter um bom CV não é garantia de entrevistas, muito menos de emprego. Um bom CV é um começo, mas não chega.

É certo que em Portugal há mais procura que oferta, mas ainda existe emprego (se são precários ou não, é outra história). O que é que estás a fazer para que o que há seja teu? Responder a anúncios? Preencher formulários de candidatura?

Parabéns, dominas o processo de procura de emprego dos anos 80.

O mercado de trabalho mudou drasticamente mas continuamos a usar os mesmos métodos de procura de emprego do século passado. Sim, nós, a geração deste milénio.

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10 regras de ouro para um bom CV

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Este post vem fechar um ciclo de textos sobre uma peça fundamental na procura de emprego, o CV.

Já escrevi sobre 5 erros a evitar no CV, a importância de ter uma marca pessoal, como eu defini a minha marca e hoje abordo finalmente como escrever um bom currículo

#1. Perceber que o teu CV é sobre o teu futuro e não sobre o passado

Um currículo é uma ferramenta de marketing com um objectivo muito claro: convencer o leitor a pegar no telefone e ligar-te. Não caias no erro de assumir que só porque tiveste um cargo importante ou atingiste resultados acima da média, a pessoa que está a ler o teu currículo vai fazer a ligação entre a tua experiência e os desafios que a empresa enfrenta.

Aquilo que fizeste no passado tem que ser um indicador daquilo que poderás fazer no futuro por um novo empregador. Mas tens que ser tu a fazer essa ponte. O teu CV tem de comunicar claramente os resultados que vais atingir no futuro.

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És um ben-u-ron ou um remédio genérico?

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No meu post anterior comparei um mau CV com uma fralda suja, e expliquei quais os 5 erros mais comuns.

Mas para ter sucesso na procura de emprego, não basta não borrar a fralda. Não basta saber o que não fazer. É preciso saber como fazer. E o como tem muito que se lhe diga. As regras de ouro ou melhores práticas não ajudam em nada se o conteúdo não estiver lá.

E qual é o conteúdo do CV? O conteúdo és tu.

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