Hobbies: Irrelevantes ou Úteis?

Às quintas-feiras escrevo uma rubrica chamada O Leitor Pergunta onde, como o nome indica, respondo a uma questão das que me têm colocado por email ou no Facebook.

Ontem perguntaram-me se devemos incluir os nossos hobbies no CV e como esta é uma questão em que nem os especialistas de recrutamento estão de acordo, gostava de saber a vossa opinião.

Basta clickarem Sim ou Não. Se estiverem na dúvida, escolham a opção Não Sei e deixem o motivo num comentário.

Obrigada!

Pergunta #3: Não cumpro os requisitos. E agora?

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Nesta rubrica de “O Leitor Pergunta” escolhi uma questão que me colocam várias vezes: “Vi um anúncio de emprego que me interessava, mas não tenho todas as qualificações que pedem. Devo candidatar-me à mesma?”

Se segues o meu blog, já deves ter reparado que menciono várias vezes que muitos CVs mais parecem listas de compras, com tantas descrições de tarefas desempenhadas (em vez de resultados alcançados). Ora, acontece que o facto do processo de job hunting ser tão frustrante não é apenas culpa dos candidatos.

A forma como os processos de recrutamento são conduzidos pelas empresas também tem um grande peso, a começar pelos anúncios publicados. Desde os que tem informação insuficiente, erros ortográficos (sim, não são só os candidatos!) e os que são também autênticas listas de compras a solicitar dezenas de requisitos “mínimos”.

Sabes quais são, né? Aqueles para os quais o Super Homem não seria qualificado. Os que pedem uma fusão do Son-Goku com o Vegeta, em modo super guerreiro.

Tenho planeado um conjunto de posts sobre práticas de recrutamento e políticas de RH obsoletas, que são uma barreira à captação e retenção de talento nas empresas. Mas para já vou apenas vou apenas responder directamente à questão colocada.

O que fazer quando achas que gostarias daquela função mas não cumpres os requisitos pedidos? Continue with reading

Não sou Licenciado. E agora?

Como competir num mercado inundado de “doutores”?Dropout snapback

No mundo do marketing e dos negócios em geral, a escassez é uma ferramenta poderosa. Um produto ou um serviço que tem uma procura tão alta que as pessoas querem mais do que a empresa consegue (ou quer) oferecer. A escassez possibilita que se cobre um preço mais alto e que se crie um sentimento aspiracional: as pessoas querem aquilo que não podem ter.

É no princípio da escassez que se baseiam as edições limitadas, as reservas com meses de antecedência para conseguir mesa nos melhores restaurantes e as waitlists para comprar uma Birkin Bag.

O mesmo se aplica numa perspectiva de carreira. Profissões novas e altamente especializadas têm excelentes saídas e podem garantir ordenados brutais quase à saída da faculdade. Outras, como bem sabemos, nem tanto.

Num mundo em que ter uma licenciatura se tornou uma commodity (o contrário de um bem escasso), o canudo perdeu o valor empregabilidade, numa escala que vai desde um pouco a quase todo, dependendo da área.

Mas se uma licenciatura hoje em dia pouco vale, então o que dizer de quem não é licenciado? De quem apenas tem o 9º ano ou o ensino secundário?

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O Leitor Pergunta #1: Não fui seleccionado. E agora?

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De há uns meses para cá tenho recebido uma quantidade incrível de emails com feedback sobre o que escrevo por aqui e nunca poderia ter imaginado que um blogzeco tivesse um impacto tão grande e real na vida de leitores que desconheço mas por quem passei a nutrir grande carinho.

Desde pessoas que agradecem pelas dicas práticas, outras que ficaram com motivação para escreverem blogs ou criarem sites pessoais, pais que me dizem “tenho que mostrar isto aos meus filhos!” e até outros portugueses espalhados pelos quatro cantos deste mundo que partilham um pouco das suas lutas diárias, longe da família.

Sinto-me muito abençoada e agradecida por toda a atenção. Não me considero inspiração para ninguém mas vou continuar a dar um bocadinho de mim aqui neste espaço.

Visto que muitos dos emails vêm carregados de perguntas e tenho reparado que muitas se repetem, achei por bem inaugurar uma rubrica semanal onde respondo a pelo menos uma pergunta.

Podem colocar as vossas questões por email, preencher este formulário, deixar nos comentários ou até na página de facebook do “Licenciado. E Agora?” e todas as quintas-feiras irei seleccionar uma questão para responder.

Quero deixar claro que eu não possuo as respostas às questões filosóficas da vida, nem a questões nenhumas. Não são respostas científicas nem certas ou erradas. São apenas a minha opinião sincera. Como costumo dizer, vale o que vale.

Mas passemos ao que interessa, a pergunta desta semana:

O que fazer quando vou a uma entrevista e não sou seleccionado?”

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Entrevistas: Quando a resposta honesta é prejudicial

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Estás à procura de emprego, respondes a anúncios, envias CVs e, quando parece que nada acontece, finalmente o telefone toca e convidam-te para uma entrevista.

“Pára tudo! Tenho que agarrar esta oportunidade!”

Apresentas-te com a tua melhor indumentária, vais devidamente preparado com toda a pesquisa que fizeste no dia anterior sobre a empresa e levas 3 ou 4 histórias pensadas para ilustrar como a tua experiência se adequa na perfeição ao problema que a empresa quer resolver com esta nova contratação.

A entrevista vai no bom caminho, conseguiste estabelecer empatia com a pessoa do lado de lá da mesa e de repente fazem-te aquela pergunta difícil cuja resposta honesta pode deitar tudo por água abaixo… Continue with reading

Ter um bom CV não chega

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Quando escrevi um post onde revelei que fazia currículos profissionais aqui no Dubai (5 Erros Comuns a Evitar no CV), a minha inbox foi inundada com pedidos de revisão de CVs vindos de Portugal.

Decidi abraçar o desafio oficialmente e encorajar que o fizessem. Desde aí não tenho mãos a medir, o que revela que há alguma consciencialização para a importância do currículo e para o desajuste do modelo europeu. Isto é óptimo, no entanto, tenho reparado também que é necessário desfazer algumas falsas expectativas.

Ter um bom CV não é garantia de entrevistas, muito menos de emprego. Um bom CV é um começo, mas não chega.

É certo que em Portugal há mais procura que oferta, mas ainda existe emprego (se são precários ou não, é outra história). O que é que estás a fazer para que o que há seja teu? Responder a anúncios? Preencher formulários de candidatura?

Parabéns, dominas o processo de procura de emprego dos anos 80.

O mercado de trabalho mudou drasticamente mas continuamos a usar os mesmos métodos de procura de emprego do século passado. Sim, nós, a geração deste milénio.

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Como ser Imbatível na Entrevista de Emprego

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Agora que leste os meus últimos posts e te livraste do CV modelo europeu, provavelmente está na hora de pensar em entrevistas de emprego. Há muito para escrever sobre este tema mas quero introduzi-lo com 4 conselhos a aplicar em entrevista.

A notícia da compra do Whatsapp pelo Facebook gerou uma série de artigos sobre missed hires, ou seja, processos de contratação que falharam em identificar o melhor candidato. Mas o facto do melhor candidato nem sempre ser o escolhido é na realidade uma boa notícia para muita gente. Significa que podes fazer algo sobre isso. Vai haver sempre alguém melhor que tu, mas se estiveres bem preparado, as tuas hipóteses aumentam consideravelmente.

#1. A chave está na preparação.

Há tempos precisei de contratar um assistente de marketing e no final de uma das dinâmicas de grupo, uma candidata resolve aproveitar a oportunidade de fazer perguntas para dizer uma das coisas mais estúpidas que já ouvi até hoje em entrevista: “então mas vocês são uma empresa de quê?” LOL.

Eu, que por norma apenas observava enquanto a minha colega do recrutamento conduzia a sessão, não contive a resposta seca: “já devias saber isso”. E depois fui brindada com uma série de desculpas do género “não tive tempo” (mas com detalhes da vida pessoal), à qual respondi “5 segundos no Google resolviam esse problema”. Continue with reading

O problema da auto-confiança

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Na semana passada passei um dia a fazer um portfólio para uma empresa à qual me candidatei.

Não foi o típico portóflio isto-é-o-que-já-fiz-no-passado, mas sim uma apresentação com o título “7 reasons why I’m the best choice for X” (X sendo o cargo), e lá pelo meio tinha uma amostra do meu portfólio.

Quando ia na 4ª razão, comecei a duvidar do título. Apareceu aquela vozinha interior “será que pareço convencida?”… “parece que estou a dizer que sou perfeita e nunca falho”… “se calhar não devia dizer que sou a melhor, só uma das melhores”… Continue with reading

10 regras de ouro para um bom CV

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Este post vem fechar um ciclo de textos sobre uma peça fundamental na procura de emprego, o CV.

Já escrevi sobre 5 erros a evitar no CV, a importância de ter uma marca pessoal, como eu defini a minha marca e hoje abordo finalmente como escrever um bom currículo

#1. Perceber que o teu CV é sobre o teu futuro e não sobre o passado

Um currículo é uma ferramenta de marketing com um objectivo muito claro: convencer o leitor a pegar no telefone e ligar-te. Não caias no erro de assumir que só porque tiveste um cargo importante ou atingiste resultados acima da média, a pessoa que está a ler o teu currículo vai fazer a ligação entre a tua experiência e os desafios que a empresa enfrenta.

Aquilo que fizeste no passado tem que ser um indicador daquilo que poderás fazer no futuro por um novo empregador. Mas tens que ser tu a fazer essa ponte. O teu CV tem de comunicar claramente os resultados que vais atingir no futuro.

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És um ben-u-ron ou um remédio genérico?

benuron
No meu post anterior comparei um mau CV com uma fralda suja, e expliquei quais os 5 erros mais comuns.

Mas para ter sucesso na procura de emprego, não basta não borrar a fralda. Não basta saber o que não fazer. É preciso saber como fazer. E o como tem muito que se lhe diga. As regras de ouro ou melhores práticas não ajudam em nada se o conteúdo não estiver lá.

E qual é o conteúdo do CV? O conteúdo és tu.

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