Como Alcançar Objectivos em 2015

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Há dois tipos de pessoas. As que não fazem resoluções de ano novo e as que fazem.

Independentemente do grupo onde se encaixa, a esmagadora maioria das pessoas chega ao fim do ano e atinge o mesmo resultado: não alcança nada ou porque não traçou objectivos, ou porque desistiu pelo caminho (lá para Fevereiro, dizem os hipsters do primeiro grupo).

Apesar de ser o tipo de pessoa que sempre traçou objectivos, no que toca a resoluções de ano novo, muitas vezes faço parte da maioria que deixa umas quantas para trás.

Nunca todas. O ano passado, por exemplo, atingi uma meta financeira relevante e, mais importante e difícil que isso, consegui cultivar um hábito saudável com uma auto-disciplina que não me é nada natural.
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Como conseguir buy-in e aprovar uma ideia

108249.strip.sundayHá tempos atrás, comecei um novo trabalho.

Recebi a pasta, conheci as pessoas relevantes em todos os departamento e comecei a trabalhar no meu projecto, a moldar o meu departamento de acordo com a minha visão para o cargo.

Na minha reunião semanal com o meu CEO, depois de passar por todos os tópicos na lista, mencionei por alto a estratégia que tinha delineado para atingirmos os objectivos que tinha em mente. Para meu desânimo, o CEO rapidamente descartou a minha ideia, e preferia deixar as coisas como estavam.

Nesse dia fui para casa sem moral.
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Faz mais perguntas estúpidas

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Ontem foi o Dia Internacional do Café. Sim, isso existe. Não só existe o dia do café como de toda uma série de coisas aparentemente idiotas para terem um dia dedicado. Como o “Talk like a Pirate”, o “Virus Appreciation Day” ou “International Ninja Day” (ok, este é bué fixe!!).

Hoje, nos Estados Unidos, celebra-se o “Ask a Stupid Question Day”.

Pode parecer um disparate, mas não é. Celebrado no último dia escolar do mês de Setembro, nasceu nos anos 80 como forma de encorajar os alunos a fazerem mais perguntas na sala de aula, sem receio de serem gozados pelos colegas ou sentirem-se estúpidos.

Acho que todos crescemos um pouco com esse estigma e não é algo que desaparece na idade adulta. Quantas vezes não estamos em reuniões, aulas, conversas, onde não percebemos o que está a ser falado ou temos uma dúvida mas não perguntamos?

Quando somos crianças, somos naturalmente curiosos e até passamos pela chamada idade dos porquês. Mas, à medida que crescemos, somos tão formatados para o conformismo que deixamos de fazer perguntas.

Uma mente curiosa e a capacidade de fazer as perguntas certas distinguem foras de série de profissionais average.
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Screw it. Just do it.

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Até aqui tenho escrito sobretudo sobre como conseguir emprego ou gestão de carreira e sinto que está na hora de mudar o focus para uma forma de carreira cada vez mais importante: criar o teu próprio emprego.

Este é o primeiro texto de uma série de reflexões sobre freelancing e empreendedorismo.

Já alguma vez pensaste “tudo o que fiz, tudo o que passei até aqui trouxe-me a este momento”?

Hoje, estou nesse momento.
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A carreira do século XXI

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Escolher uma carreira costumava ser fácil.

Se quisesses ser jornalista, licenciavas-te em jornalismo, fazias um estágio num órgão de comunicação social para ter acesso à carteira e ias trabalhar para um jornal. Para seres mecânico, tiravas um curso profissional e ias para uma oficina ser aprendiz.

Etc.

Tudo começava na escolha do curso universitário (ou outro tipo de formação) e o caminho estava mais ou menos delineado.

Hoje, não há trabalhos para a vida, não há emprego seguro (se é que alguma vez houve), nem carreiras de indústria. Os cursos tradicionalmente mais procurados não têm empregabilidade e o mercado não consegue absorver os licenciados todos.

O resultado?
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Um dos Skills mais importantes na vida

Há tempos li um artigo no Dinheiro Vivo sobre as competências importantes para se ser bem sucedido a nível profissional. Não é no conteúdo do artigo que me quero focar mas sim num comentário que li na sequência do post.

Aparentemente, um senhor estava muito indignado pelo facto do Dinheiro Vivo ter, tal como eu no título deste texto, utilizado a palavra skill em vez do correspondente em português: competência. Muitos foram os utilizadores que se apressaram a concordar, em defesa da honra da língua portuguesa.

No dia em que esta crónica for publicada, provavelmente estará a nascer a minha segunda sobrinha. A Manu vai ter uma irmã mais nova, a Isabella. E se a Isabella seguir o caminho da Manu, antes dos dois anos já vai falar como se tivesse três.

Os meus amigos ou já são quase todos pais ou têm bebés a caminho. Tudo isto me tem deixado a pensar em como irei preparar os meus filhos para crescerem num mundo diferente daquele em que eu cresci.

Tenho pensado em formas de compensar a educação que vão ter na escola e que foi criada para um modelo industrial que já não existe. Em como ensiná-los desde pequenos a poupar e gerir dinheiro, como cultivar curiosidade e interesse por aprender (por gosto e não por obrigação).
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Como ser um bom Networker – Parte 1

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Há tanto para explorar dentro do tema networking que optei por dividir esta série em várias partes. Assim temos posts mais curtos porque, sejamos honestos, é Verão e ninguém tem pachorra durante as férias.

Aposto que quando pensas em networking, a imagem que te vem à cabeça é um evento onde é suposto teres um bolso cheio de cartões e iniciares conversas de circunstância com desconhecidos, tudo para no final pedires qualquer coisa.

Mas a verdade é que hoje em dia, é mais provável que os esforços de networking passem sobretudo pelo mundo virtual. E não, não me refiro a adicionar contactos no LinkedIn em massa – por favor nunca faças isso.

Diz não a tudo o que for massificado. 

Não é assim que se usa o LinkedIn. Emails indiscriminados são SPAM. E há que saber respeitar o espaço das pessoas.

Networking consiste em cultivar relações numa perspectiva de longo prazo e não é preciso dizer que o tratamento impessoal e indiscriminado não cultiva relação absolutamente nenhuma. Demonstra interesse genuíno pela outra pessoa e pensa mais no que podes fazer pelo outro do que o outro pode fazer por ti.
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Como ser bem sucedido a fazer o que gostas

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Duvido que alguém tenha paciência para ler isto no dia a seguir à derrota da selecção, mas pronto, the show must go on.

E se vos servir de consolo, ao menos não viram o jogo num “estádio” cheio de alemães.

Nos 6 meses de vida do Licenciado e Agora, o post que atraiu mais leitores para o blog foi o 5 Erros Comuns a Evitar no CV. Eu continuo a achar que é pela foto do bebé (tenho que experimentar com gatinhos), mas a verdade é que tem mais do dobro das views que o segundo post mais lido.

O tema de como elaborar um currículo é incontornável quando se escreve sobre o carreira – todos nós passamos por isso – e ainda mais quando se escreve para pessoas entre os 18 e os 30 anos.

Fico contente que haja interesse nesta área especialmente porque é determinante na procura de emprego. No entanto, o que é ainda mais determinante e me deixaria muito mais feliz, seria ver a minha geração a adoptar uma abordagem completamente diferente ao mundo trabalho em si.

Ver a minha geração despertar para o facto de que a estabilidade como objectivo e métrica de sucesso na carreira é uma ilusão que nos venderam.
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Não há desculpas

James Franco Skillshare

Normalmente reservo este tipo de posts para a página de Facebook do Licenciado. E Agora? por serem relevantes apenas para uma pequena parte de quem lê o blog mas decidi abrir uma excepção por vir ao encontro do que tenho vindo a dizer: nenhuma outra geração teve tantas oportunidades à sua disposição como a nossa. 

O Skillshare lançou agora um curso online novo – Introduction to Screenwriting for Short Films – dado, nada mais nada menos que pelo James Franco. São 30 horas de video com uma componente prática, através da qual podes vir a ser escolhido para uma sessão de mentoring com o actor. Mais info no site.

O curso só custa 25 dólares portanto se esta é uma área que te interessa, não tens desculpas.

Trabalhar em Modo Walking Dead

the walking dead working dead at office

É fácil irmos trabalhar. Chegarmos a horas, irmos a reuniões e cumprimos as tarefas que nos dão. Mas não basta aparecer.

O “aparecer para trabalhar” não só prejudica a nossa performance como é algo que nos corrói lentamente Walking Dead-style: até atingirmos o modo zombie.

Em Portugal, a crise enviou centenas de milhares para o desemprego e ao mesmo tempo deixou milhões com salários reduzidos e cargas de trabalho muitas vezes desumanas.

Isto explica em parte porque mais de 60% pense frequentemente em despedir-se. Continue with reading

O conforto de fazer o mesmo de sempre

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Muitas vezes ao longo da nossa vida entramos numa fase de estagnação sem nos apercebermos. Os dias de trabalho são passados em modo piloto automático enquanto vamos riscando tarefas na nossa To Do List. Tudo o que fazemos é aparecer.

É muito fácil cair nesta rotina ocupada e pensar que estamos a alcançar algo, quando na realidade podemos nem saber para onde estamos a ir. Não paramos para pensar nos nossos objectivos pessoas e profissionais, que no fundo deveriam ser uma e a mesma coisa ou pelo menos estar perfeitamente alinhados.

Estamos tão bem na nossa zona de conforto que, sem nos apercebermos, podemos estar confortavelmente a ficar para trás. Continue with reading

“What’s your Job?”

Not your job title, but your job. What do you do when you’re doing your work? What’s difficult and important about what you do, what change do you make, what do you do that’s hard to live without and worth paying for?

“I change the people who stop at my desk, from visitors to guests.”

“I give my boss confidence.”

“I close sales.”

If your only job is “showing up,” time to raise the stakes.

By Seth Godin (fonte) Continue with reading

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