O Leitor Pergunta #6: Quem és tu para falar?

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Há tempos recebi um comentário extenso que pode ser resumido numa questão perfeita para mais uma rubrica “O Leitor Pergunta”: Quem és tu para falar de áreas que não conheces?

Penso que o “quem sou eu para falar” já foi respondido aqui.

Inaugurei este blog com um post a dizer o porquê de o ter começado mas talvez não tenha expressado claramente qual a missão do Licenciado. E Agora?

Tudo começou quando me mudei para o Dubai e me vi novamente à procura de emprego. Era a quarta vez em apenas 7 anos daquilo que os meus amigos apelidam uma carreira de sucesso.

Um dia, ao reflectir na ironia do meu percurso face ao que os outros acham, percebi que sou o exemplo dos desafios que a geração deste milénio enfrenta no mercado de trabalho.

Perfeito pelo nível de imperfeição: +999

Imperfeição no sentido de um percurso não linear, com falhanços pelo meio e cheio de incertezas. A verdade é que hoje a incerteza é um factor não só inevitável como também desejável.

O meu objectivo com o blog é ajudar a minha geração a navegar o mar de incertezas que é o mercado de trabalho global do século XXI.

Por minha geração entendam-se estudantes universitários, recém-licenciados e jovens profissionais (18-34 anos).

A forma como o faço é o mais prática possível: faço questão de eliminar o bullshit teórico e adoptar uma linguagem directa e despretensiosa. Tento usar o máximo de exemplos reais possíveis, a maioria dos quais retirados da minha experiência pessoal.

Porque é que escolhi expor-me? Porque é muito mais fácil identificarmo-nos e sermos encorajados por alguém próximo da nossa situação do que com experts com anos disto e cujo sucesso parece uma possibilidade distante e inacessível.

São reflexões e conselhos práticos vindos das trincheiras e não da central de comando.

Naturalmente, a minha experiência é no mundo empresarial e é para aí que dirijo o meu discurso. Eu não sei o que é trabalhar num laboratório farmacêutico ou numa clínica veterinária. Nem tenho a pretensão de saber.

Voltando à pergunta que deu origem a este post: sim, eu dou dicas práticas mas o meu objectivo não é ensinar a fazer nada.

A mensagem é precisamente o oposto. Cada um tem de traçar o seu caminho.

O discurso é proactivo porque o que me propus a fazer é despoletar uma revolução de mentalidades.

Não há aqui princípios universais nem verdades absolutas e peço-te que ao leres o meu blog que o faças da mesma forma com que encaro as minhas próprias leituras: com um espírito crítico. Retira o que faz sentido para ti e que achas que se aplica à tua situação.

Para terminar, aceito perfeitamente que não gostem do que escrevo. Se não te identificas com a minha mensagem, perfeito. Não era para ti, anyway.

P.S. Encontrei esta frase nos rascunhos do meu livro: My mission is to empower my generation to defy the status quo and take ownership of their own careers and future.

Mais sobre a missão do Licenciado. E Agora? num próximo post.

Rute Silva Brito

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